Tempo de propaganda do Psol é de 17 segundos
Um fato tenta passar desapercebido quando observamos a cobertura da campanha eleitoral em Criciúma. O alcance de mídia e propaganda de algumas coligações é absurdamente desproporcional entre as que disputam a campanha à prefeitura. Quando comparamos os números para as propagandas eleitorais gratuitas em rádio e televisão, temos a constatação de como os partidos maiores estão atuando para invisibilizar os partidos menores.
O tempo de propaganda de televisão da Frente de Esquerda esse ano é de 17 segundos, bem abaixo do tempo das outras coligações. Esse tempo curto deve-se a proposta de reforma política de autoria do achacador mor da república, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aprovada pelo Congresso e sancionada pela ex-presidenta Dilma Roussef em setembro de 2015.
Dentre os itens que a nova lei apresentava, era a restrição de partidos menores em debates televisivos. Pela legislação, as emissores não teriam a obrigatoriedade de convidar os partidos que tivessem representatividade inferior a dez deputados federais, medida que impactava diretamente partidos como o Psol, que possui atualmente cinco parlamentares.
Em 25 de agosto, o TSE decidiu pela liberação da participação de partidos menores em debates promovidos pelas redes de televisão. As emissoras podem optar por convidá-los e os outros candidatos não podem excluí-los, nem influenciar nas decisões das emissoras.
Até o momento, a coligação Frente de Esquerda tem sido convidada a apresentar suas propostas para transformar a cidade, na imprensa local e em espaços abertos por entidades da sociedade civil.
Pouco tempo não impede a divulgação das propostas
Transmitir uma mensagem nesse tempo por si só já é um ato de resistência, é mostrar para as pessoas que algo está errado, que a balança está pendendo mais para um dos lados que para outro.
Essas e outras medidas são uma forma de restringir o acesso dos partidos menores ao grande público, uma forma de retaliação aos partidos que não optaram em participar dos esquemas de corrupção operados na política nacional. Em geral, partidos como Psol e PCB denunciam esses sistemas, mobilizando as camadas populares para a importância de lutar contra a retirada de direitos sociais e convocando-as à construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Os primeiros programas de campanha focaram na denuncia de fatos ocorridos recentemente em Criciúma, nas áreas da saúde, transporte e gestão pública. Para os próximos programas, o objetivo é reforçar as propostas da Frente como alternativa real para mudar o modelo de política que vem se perpetuando na cidade.
Outro recurso é a propaganda através das redes sociais, onde a coligação apresenta suas propostas e convida as pessoas enviarem suas contribuições e ideias para a campanha.
Para acompanhar as atividades do partido, siga o Psol no Facebook.
Equipe de Comunicação Psol Criciúma.

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