quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ELEIÇÕES 2016 - Debate do DCE na UNESC

CONHEÇA AS PROPOSTAS PARA TRANSFORMAR A CIDADE!



Hoje, 31/08, os candidatos a prefeitura de Criciúma estarão no debate eleitoral promovido e organizado pelo DCE da UNESC.

O debate acontecerá as 19h, no Auditório Ruy Hulse, no campus da UNESC, compareçam!


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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ELEIÇÕES 2016 - 2° Debate Eleitoral

Amanhã, dia 25/08 (quinta-feira) haverá o 2° debate com os candidatos a prefeito em Criciúma.

O debate será organizado pela Rádio Difusora AM 910, a partir das 07h30.

Será transmitido ao vivo no face: www.facebook.com/difusora910


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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

ELEIÇÕES 2016 - Debate TV Litoral Sul - Canal 20 - a partir das 20h


Hoje tem debate na TV Litora Sul, a partir das 20h.

Criciúma tem alternativa. Uma alternativa à esquerda.



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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

URBANIDADES - A mobilidade e a cidade: o modelo adotado por Amsterdam, ao vivo, 24 horas por dia


Imagem: TERENA (Reprodução)

Para se ter uma leve ideia de como é a vida numa cidade que prioriza outras formas de transporte que não o deslocamento individual em automóvel, vale a pena dar uma conferida nessa webcam, disponibilizada pela TERENA (Trans-European Research and Education Networking Association).

Essa câmera transmite ao vivo, 24 horas por dia, o que se passa na Koningsplein, uma praça em Amsterdam (veja no mapa). Você vai notar que são poucos os automóveis, boa parte deles sendo usados para entregas de mercadorias e não para transportar pessoas. Há muitas bicicletas, pedestres e, se você esperar um pouco, poderá até ver passar o bonde (tram) que está na foto que abre esta página.

Os bondes circulam em várias cidades da Europa. Eles compartilham espaço nas ruas com carros, pessoas, bicicletas e ônibus, como deve ser. O bonde, algo que nos parece arcaico devido à cultura automobilística que se instaurou por aqui, auxilia bastante na mobilidade urbana por ser um transporte de massa, não poluente, com acesso facilitado e horários definidos. Como os carros não atrapalham seu fluxo, ele consegue cumprir razoavelmente bem seus horários.






“Ah, mas aqui é diferente…”


Acha que nada disso funcionaria no Brasil? Impossível fazer o brasileiro ter esse nível de civilidade, convivência e educação? Então leia o texto nós não somos dinamarqueses, do Denis Russo, e pense duas vezes.

Sobre a comparação com o país europeu, recentemente um colunista criciumense disse que se as propostas de governo do PSol e o candidato Odelondes fossem realizadas, Criciúma se tornaria uma Dinamarca.

Nós acreditamos que mudar é possível, através de políticas públicas que priorizem as pessoas e o acesso à cidade.

Essa matéria foi publicada no portal Vá de Bike.

 

Sobre o Portal Vá de Bike


O Vá de Bike foi criado com o objetivo principal de ajudar quem está começando a usar a bicicleta como meio de transporte e a incentivar quem tem essa vontade. Temos mais de uma década de história no apoio ao ciclista urbano, através de conteúdo no site, palestras, cursos, passeios e atividades, visando principalmente o apoio a quem usa a bicicleta nas cidades e a segurança do ciclista nas ruas.
Nesse tempo, foram publicadas mais de 1700 páginas, com conteúdo próprio e de opinião. Para cada texto produzido há um trabalho de pesquisa extenso, para trazer informação segura e confiável que fideliza o leitor.
Em nosso site você encontra:
  • dicas para quem quer começar a pedalar nas ruas
  • informações para entender a mobilidade por bicicleta e a legislação pertinente
  • coberturas de ações e eventos
  • informações e análises sobre iniciativas públicas e populares
  • chamadas para ações
  • notícias e reflexões sobre o uso da bicicleta nas grandes cidades
A credibilidade e a qualidade dos artigos tornaram o site referência como fonte de informação sobre o uso da bicicleta nos grandes centros urbanos. Hoje, inúmeros blogs e sites – tanto dos segmentos bicicleta, cicloativismo e mobilidade quanto da mídia tradicional – fazem referência ao Vá de Bike quando o assunto é mobilidade em bicicletas.

A equipe conta atualmente com dez pessoas, entre jornalistas, editores e administrativo, pessoas que trabalham com o que gostam e que estão envolvidas com o segmento em diversos níveis.

Fonte: Portal Vá de Bike

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Psol é o único partido na Câmara sem ligação com empreiteiras investigadas na Lava Jato



 
A investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, em curso atualmente, vem quebrando um esquema que liga a participação de grandes empreiteiras em obras públicas com financiamentos milionários de campanhas eleitorais.

Segundo a investigação, as empresas formavam um cartel (ou "clube") de desvios de recursos da Petrobras, por meio de contratos superfaturados, pagamentos de propina aos "operadores" e financiamentos ilegais de partidos, que teria como destino o pagamento de campanhas eleitorais. O esquema teria movimentado cerca de R$10 bilhões.

Entre os partidos com representação na Câmara dos Deputados, o PSOL é o único sem qualquer tipo de envolvimento com as empreiteiras, já que veta expressamente o financiamento dessas empresas em seu estatuto. Todos os outros demais partidos foram, direta ou indiretamente, financiados por elas, contabilizando mais de 300 parlamentares eleitos com o dinheiro das empreiteiras, sendo 255 diretamente pelas investigadas.

A Lava Jato já resultou na prisão de diversos executivos das empresas citadas no esquema, bem como o contingenciamento financeiro de suas contas bancárias. Assim, dessa vez foram punidos também os corruptores, embriões dos escândalos de corrupção e grandes operadores do esquema.

As empresas são nove ao todo, constando alguns nomes conhecidos, como a Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Camargo Corrêa, dentre outras. Juntas, elas têm contratos com a Petrobras da ordem de quase 60 bilhões de reais. Além disso, elas têm participação em grandes obras da Copa do Mundo, das Olimpíadas, do metrô em São Paulo, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da privatização dos aeroportos, da Transposição do Rio São Francisco, entre outras.

Essas mesmas empresas bateram recordes de financiamento de campanha neste ano. A Odebrecht, por exemplo, financiou quase R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT), R$ 2 milhões para a de Aécio Neves (PSDB) e mais de R$ 500 mil para o PSB, com Eduardo Campos e, posteriormente, Marina Silva. E não param por aí. Contando candidatos a todos os cargos, a Camargo Corrêa, por exemplo, doou mais de R$ 50 milhões ao todo; a Odebrecht, R$ 30 milhões, e a UTC, R$ 34 milhões.

“Sujo e mal lavado”

A investigação fez com que os partidos da base do governo passassem a acusar de envolvimento no escândalo os da oposição de direita – e vice-versa. Na prática, porém, é (como disse durante a campanha Luciana Genro, candidata do PSOL à Presidência em 2014) “o sujo falando do mal lavado”, já que estão todos envolvidos. E, de certa forma, todos corretos em suas respectivas acusações.

O caso expressa bem o que foi defendido pelo PSOL na campanha recente: o fim da corrupção virá apenas com uma profunda Reforma Política, que tenha como base a proibição do financiamento privado, o fortalecimento do financiamento público e o fim das negociatas das coligações partidárias proporcionais.

Em artigo recente publicado no site da revista “CartaCapital” (“Ossentidos da Operação Lava Jato: devolve, Gilmar!”), o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) defendeu que o caso pode se tornar uma ótima oportunidade para se debater seriamente a corrupção no Brasil. Ele também cobra do ministro Gilmar Mendes, do STF, que devolva o processo da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela OAB sobre o financiamento privado de campanhas eleitorais. A Adin já tem maioria de votos favoráveis no plenário, mas o ministro pediu vistas do processo em abril e, até hoje, não devolveu.

“Se quisermos que a corrupção deixe de ser, apenas, o tema favorito das manchetes de jornal, e passe a ser combatida de forma realista e eficaz, sem hipocrisia, precisamos produzir reformas estruturais no sistema político e econômico e não apenas fazer julgamentos morais partidarizados”, afirma Jean. “Precisamos cortar um dos principais rios de dinheiro que corrompe a política e, ao mesmo tempo, diminui o poder dos eleitores, transformando os governos e o Congresso em reféns dos interesses de um pequeno grupo de empresários com negócios bilionários.”

Por Kauê Scarim, PSOL Nacional

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vai ter PSOL

O PSOL Criciúma registrou hoje sua chapa no Cartório Eleitoral da 10a. Zona Eleitoral de Criciúma. 

Através da Coligação Frente de Esquerda Socialista de Criciúma, o PSOL confirma o registro das candidaturas de Odelondes de Souza e do professor Daniel Russo, à Prefeitura de Criciúma.

A chapa contará ainda com a candidaturas de Rodrigo Maciel, a vice prefeito e de Valdelir Luiz à Câmara de Vereadores, ambos do PCB.

Na imagem, os camaradas Odelondes e Daniel durante o ato de registro. 

Finalizado o processo de registro dos candidatos, os próximos passos são apresentar as propostas para a cidade e estimular o debate sobre os problemas atuais, além de construir um plano de governo junto às pessoas, que reflita as reais demandas do município.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Por que o PSOL vota contra o impeachment

O PSOL é e continuará sendo oposição de esquerda. Nossas diferenças com o governo atual são programáticas: não acreditamos neste modelo de se fazer política. Somos contra o ajuste fiscal e a retirada de direitos dos trabalhadores. Votaremos contra a terceirização, a reforma da previdência e diversos outros projetos que contam com o apoio do governo.



Neste domingo (17), os seis deputados do PSOL – Ivan Valente, Chico Alencar, Jean Wyllys, Glauber Braga, Luiza Erundina e Edmilson Rodrigues – votarão contra a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O PSOL é e sempre foi de oposição, à esquerda, aos governos petistas – desde Lula, passando pelo primeiro e chegando a este segundo mandato da presidenta Dilma. O PSOL surgiu majoritariamente de um racha do próprio PT, durante a votação contra a Reforma da Previdência, em 2003, proposta pelo governo. Lançou candidatos contra as chapas petistas nas eleições de 2006, 2010 e em 2014 e não participou das coligações que elegeram a base parlamentar deste governo.

Os deputados do PSOL votaram apenas 47% das vezes junto com o governo Dilma, enquanto, por exemplo, Paulo Maluf (PP/SP) tem “taxa de governismo” de 80% e Jovair Arantes (PTB/GO), o mesmo que relatou a favor da cassação do mandato de Dilma, de 79% – esses números são do “Basômetro”, feito pelo Estadão Dados, que você pode acessar clicando aqui.

Nossos seis deputados votam na maioria das vezes contra o governo porque o PSOL e a sua bancada na Câmara consideram este governo politicamente indefensável. A aplicação de um duro ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores, assumindo as pautas da direita derrotada, é inaceitável. A manutenção desse projeto econômico e de uma base política fundamentada em alianças com partidos dos mais tradicionais excluem qualquer possibilidade deste governo fazer uma política genuína para os trabalhadores e o povo pobre.

Como já dito, o PSOL não tem cargos no governo federal, não irá indicar ministros e não tem interesse em participar das negociatas de emendas parlamentares em troca de votos contra o impeachment. Condenamos essa prática, princípio de diversas práticas corruptas – contra as quais lutamos diariamente.

Nosso voto será por convicção de que, da forma como está sendo conduzido o impeachment, ele se configura como um golpe institucional, injusto não só contra o governo, mas contra a população do país. O processo tem vícios de origem e pouca ou nenhuma consistência jurídica, além de significar um retrocesso político.

Pedaladas fiscais

Dilma não está sendo julgada por corrupção ou pelos erros de seu governo. Está sendo julgada por ter praticado as chamadas “pedaladas fiscais”, decretos de suplementação orçamentária que adiaram pagamentos a bancos públicos e privados. A argumentação dos advogados que protocolaram o pedido que vem sendo julgado alega que “as manobras fiscais criaram um ambiente ilusório que favoreceu a presidente na sua reeleição”.

Em primeiro lugar, “pedaladas fiscais” não caracterizam crime de responsabilidade – necessidade primeira para destituir um presidente eleito. A insuficiência jurídica aumenta quando o pedido é feito apenas para Dilma, como se seu vice, Michel Temer, não tivesse se “beneficiado” juntamente à presidenta.

A bancada do PSOL apresentou, na comissão do impeachment, um voto em separado argumentando sobre isso. Você pode ler a cobertura aqui.

Condução

O segundo ponto é a própria condução do processo. Se há um setor da política brasileira sem legitimidade para tirar uma presidenta, em especial quando não há crime de responsabilidade e sobre a qual não pesam denúncias diretas de corrupção, é um Congresso dirigido por Eduardo Cunha e Renan Calheiros, ambos do PMDB.

Cunha faz do impeachment a sua vingança contra quem não quis defendê-lo das diversas denúncias de corrupção que pesam contra si. O presidente da Câmara dos Deputados deve, antes de tudo, explicações sobre suas contas secretas na Suíça, sobre os documentos dos “Panama Papers” que o colocam como dono de empresas offshores usadas para lavar dinheiro oriundo de corrupção e sobre as denúncias provenientes de pelo menos sete delações premiadas, no âmbito da Operação Lava-Jato, que o citam como beneficiário direto do escândalo da Petrobras.

Antes de tudo, para o PSOL, Cunha deve se retirar (ou ser retirado pela Justiça) do comando da maior casa legislativa do país. Um processo tão grave para o país como um impeachment não pode ser conduzido por um político como este.

Articulação golpista e midiática

Em si, impeachment não é golpe. É um instrumento de nossa Constituição. Porém, juntando os elementos já elencados acima (a falta de consistência jurídica, ausência de crime e condução vingativa de Cunha) com a grande articulação de acordos escusos que vem sendo construída para o pós-impeachment, ele se torna um processo de golpe institucional.

Os grandes operadores deste processo, além de Cunha, são a alta plumagem tucana, com Aécio Neves e José Serra à frente; Paulinho da Força (SD/SP) e a grande barca dos que esperam se safar das acusações de corrupção que se amontoam; e Michel Temer, o vice-presidente que espera ser o grande representante da tão falada “união nacional” em um suposto novo e ilegítimo governo – com mais ajuste fiscal, menos direitos trabalhistas e, especialmente, um grande acordão para silenciar os escândalos. Todos os citados acima, frise-se, têm grandes problemas com a Justiça.

Essa forte articulação tem como principal aliada a mídia brasileira, que, junto aos setores financeiros, abandonou a máscara da imparcialidade para se tornar porta-voz da campanha pelo impeachment.
Não é por ser de oposição que o PSOL se somará a este grupo e a essa articulação. Nossa construção política tem base na ética, no programa e, sempre, na democracia.

Nossas saídas

O PSOL é e continuará sendo oposição de esquerda. Nossas diferenças com o governo atual são programáticas: não acreditamos neste modelo de se fazer política. Somos contra o ajuste fiscal e a retirada de direitos dos trabalhadores. Votaremos contra a terceirização, a reforma da previdência e diversos outros projetos que contam com o apoio do governo.

Por isso, dizemos: a saída para a crise é pela esquerda. Além do combate a todos os retrocessos, apresentamos ao Brasil uma plataforma de virada na política econômica, priorizando o crescimento do setor produtivo ao invés da especulação financeira, com redução drástica das taxas de juros e grandes investimentos sociais.

Também acreditamos que um novo ciclo só pode ser iniciado com profundas reformas, como a democratização da mídia, para que a pluralidade de vozes não seja suprimida; a reforma política, para que o povo volte a participar das decisões do país; a tributária, para acabar com o modelo injusto de cobrança atual e taxar as grandes fortunas; entre outras.

Só iremos construir saídas reais com uma nova programação das formas e métodos de se construir a política brasileira, que deve ser feita para e com o povo. O PSOL está desse lado da batalha.

Fonte: Site Nacional do Psol

Reprodução: Equipe de Comunicação Psol Criciúma

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

QUASE TODOS ESTÃO NOS ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO! PSOL É EXCEÇÃO!


Nem todos estão no esquema do corrupção. O PSOL é o único partido com parlamentares eleitos que não recebeu financiamento na última campanha eleitoral das empreiteiras da Lava Jato. Não são todos iguais! "A prática é o critério da verdade!" PSOL fazendo a diferença!

Leia na nota do Painel da Folha de São Paulo deste 17/11/2014:


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Tribunal proíbe plebiscito em SC para separar região Sul do país

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) proibiu a realização no Estado de um plebiscito informal para questionar a população sobre a separação da região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — do restante do país. Cabe recurso da decisão.

A decisão aconteceu depois que o movimento separatista “O Sul é meu país” declarou que pretende espalhar quatro mil urnas em todos os 1.191 municípios dos três Estados no dia 2 de outubro, mesma data das eleições municipais. De acordo com o movimento, as seções serão posicionadas a cerca de cem metros dos locais oficiais de eleição. O objetivo é alcançar 5% dos votos do sul, o que significa cerca de um milhão de eleitores.

O órgão também pediu que a Polícia Federal investigue o caso, porque, segundo a decisão, tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente é considerado crime com pena de prisão, que varia de quatro a 12 anos.O crime citado pelo TRE está previsto na lei 7.170, no artigo 11. A punição para quem apenas “incitar” a separação é um pouco mais leve: de um a quatro anos, conforme o artigo 23 da mesma lei.
Decisão

A decisão de proibir o plebiscito no território catarinense é do desembargador Cesar Augusto Mimoso Ruiz Abreu, presidente do órgão, e foi acolhida por unanimidade por sete juízes em sessão realizada na última segunda-feira. Abreu também determinou que o grupo substitua a palavra plebiscito de todos os seus materiais.

A justificativa é que um plebiscito é convocado pelo Executivo ou Legislativo, não pela população. Usar o termo “poderia levar à população acreditar que esta Justiça especializada estaria envolvida na realização da referida consulta”.

O grupo separatista também passa a ser obrigado a mudar a data da votação. O desembargador alega que realizar a consulta no mesmo dia das eleições para prefeitos e vereadores “afronta igualmente a Lei das Eleições, já que é vedada a aglomeração de pessoas, sendo permitida tão somente a manifestação individual e silenciosa do eleito”, de acordo com a lei 9.504.

No texto da decisão, Abreu destacou diversos riscos e impactos negativos no dia da eleição, como obstrução da circulação dos veículos da Justiça Eleitoral, risco de “interferência na liberdade do exercício do voto, causado por intimidações ou pressões relacionadas à pesquisa popular realizada em sua vizinhança”, perturbação do trabalho dos mesários, redução de força policial pela necessidade de monitoramento, risco de aumento na demanda de consultas aos cartórios e centrais de atendimento.

Além disso, os juízes concordaram que o material de divulgação pode “confundir o coro ou os procedimentos do eleitor” e que “possam ser associados a candidatos ou partidos”.O desembargador ainda lembrou que a separação dos três Estados é proibida no primeiro artigo da Constituição, que “estabelece que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e Distrito Federal”.
Fonte: Zero Hora


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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Violência não é fruto da pobreza, mas colheita da desigualdade social


COMO UM BRASILEIRO ENXERGA A HOLANDA

 Desigualdade Social

Algumas pessoas idealizam a Holanda como um lugar paradisíaco. Nada mais longe da verdade; as ‘terras baixas’ não são nenhum paraíso e têm diversos problemas. E nada, também, comparável ao que acontece com o Brasil e em relação ao resto do mundo, de uma maneira geral. Por isso, é tão didática essa narrativa de Daniel Duclos, o Daniduc, um ‘brazuca’ que vive por aquelas bandas.



LIMPE VOCÊ MESMO O SEU BANHEIRO

A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade.

Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem. Há censura e desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como Norte na bússola social holandesa.

Um porteiro na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor “doutor”. Todos trabalham, levam suas vidas normalmente e cada profissão é tão digna quanto a outra.

Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima.

A profissão não define o valor da pessoa – trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos.

Claro que profissões mais especializadas pagam mais. A questão não é essa. A questão é “você ganhar mais porque tem uma profissão especializada não te torna melhor que ninguém”.

COXINHAS CONFUSOS

Profissões especializadas pagam mais, mas não muito mais. Igualdade social significa menor distância social: todos se encontram no meio. Não há muito baixo, mas também não há muito alto.

Um lixeiro não ganha muito menos do que um analista de sistemas. O salário mínimo é de 1.300 euros por mês. Um bom salário de profissão especializada fica de uns 3.500 a 4.000 euros mensais.
E ganhar mais do que alguém não torna esse alguém teu subalterno: o porteiro não toma ordens de você só porque você é gerente de RH. Aliás, ordens são muito mal vistas. Chegar dando ordens abreviará seu comando.

Todos ali estão em uma equipe, da qual você faz parte tanto quanto os outros, mesmo que a sua função dentro do time seja o de tomar decisões.

Esses conceitos são basicamente inversos aos conceitos da sociedade brasileira, fundada na profunda desigualdade.

Entre os brasileiros que aqui vêm para trabalhar e morar é comum – há exceções – estranharem serem olhados no nível dos olhos por todos. O chefe não te olha de cima e o garçom não te olha de baixo.
Brasileiros quando dão ordens ou ignoram socialmente quem tem profissão menos especializada do que a sua, ficam confusos ao encontrar de volta hostilidade em vez de subserviência. Ficam ainda mais confusos quando o chefe não dá ordens – o que fazer, agora?

DESCENDO DO PEDESTAL

Os salários pagos para profissões especializadas no Brasil conseguem tranquilamente contratar ao menos uma faxineira diarista, quando não uma empregada full time.

Os salários pagos à mesma profissão na Holanda não são suficientes pra esse luxo e é preciso limpar o banheiro sem ajuda – e mesmo que pague bem mais do que pagaria a um ajudante no Brasil, ele não ficará o dia todo a te seguir limpando cada poerinha sua, servindo cafezinho.

É assim: eles vêm, dão uma ajeitada e se mandam para cuidar de suas vidas fora do trabalho, tanto quanto você.

De repente, a ficha do que realmente significa igualdade cai: todos se encontram no meio e, pra quem estava no Brasil na parte de cima, encontrar-se no meio quer dizer descer de um pedestal que julgavam direito inquestionável – seja por mérito de ter “estudado mais” ou “meu pai trabalhou duro e saiu do nada” ou qualquer outra justificativa pra desigualdade.

Porém, a igualdade social holandesa tem um outro efeito que é muito atraente pra quem vem de uma sociedade profundamente desigual como a do Brasil: a relativa segurança.

IGUALDADE SOCIAL

É inquestionável que a sociedade holandesa é menos violenta do que a brasileira. Claro que aqui há violência – pessoas são assassinadas, há roubos. Nessa comparação, “menos violenta” não quer dizer “não violenta”.

O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas.

Violência social não é fruto de pobreza; violência social é colheita da desigualdade social.
A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é “primeiro mundo”, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade.

Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um MacBook de 1.400 euros no ônibus sem medo.

VÁ LIMPAR SEU BANHEIRO!

Eu, pessoalmente, acho excelente os dois efeitos. Primeiro porque acredito firmemente que a profissão de alguém não tem qualquer relação com o valor pessoal. O fato de ter “estudado mais”, ter doutorado ou gerenciar uma equipe não te torna pessoalmente melhor que ninguém, sinto muito.

Não enxergo superioridade moral num trabalho honesto sobre outro, não importa qual. Por trabalho honesto não quero dizer “dentro da lei”, pois não considero honesto matar, roubar, espalhar veneno, explorar ingenuidade alheia, espalhar ódio e mentira, não me importa se seja legalizado ou não.

O quanto você estudou pode te dar direito a um salário maior mas não te torna superior a quem não tenha estudado – por opção, ou por falta dela. Quem seu pai é ou foi não quer dizer nada sobre quem você é. E nada, meu amigo, nada te dá o direito de ser o dono da cocada preta.

Um doutor que é arrogante e desonesto tem menos valor do que qualquer garçom que trata direito as pessoas e não trapaceia ninguém. Profissão não tem qualquer relação com valor pessoal.

Não gosto mais do que qualquer um de limpar banheiro. Ninguém gosta – nem as faxineiras no Brasil, obviamente. Também não gosto de ir ao médico fazer exames. Mas é parte da vida, e um preço que pago pela saúde.

Limpar o banheiro é um preço a ser pago pela saúde social. E um preço bastante barato, na verdade.


Autor: Paulo Maurício Machado
Fonte: Matéria Incógnita

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Aplicativo da OAB facilita denúncia de caixa 2 na campanha eleitoral


Estão disponíveis no Google Play e no iTunes os aplicativos para os sistemas Android e iOS que permitirão a qualquer cidadão denunciar casos suspeitos de prática de caixa 2 na campanha eleitoral deste ano. Em qualquer versão, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente.

Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB, destaca que neste ano de eleições municipais, mais do que nunca, os eleitores devem estar atentos às campanhas promovidas pelos candidatos, dadas as mudanças de regras para a corrida às urnas. “Serão as primeiras eleições sob a nova legislação, onde mais do que nunca, o convencimento do eleitor deve ser baseado na defesa de ideias e propostas, sem o apelo midiático patrocinado pelas grandes corporações”.

Para Lamachia, diante deste novo cenário é fundamental que cada um vá além de votar de maneira consciente, auxiliando também na vigilância contra a prática do caixa 2 eleitoral, que ele classifica como “o germe da corrupção na política”.

O Conselho Federal da OAB lançou também um hotsite com informações sobre a campanha, que também servirá de canal para o recebimento de denúncias, que serão encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais. No hotsite também estão sendo colhidas assinaturas virtuais de apoio à campanha. O endereço é www.contraocaixa2.oab.org.br.

A campanha em redes sociais usará a expressão #contraocaixa2.

Se o seu aparelho usa sistema iOS (Apple), clique aqui.

Se o seu aparelho usa sistema Android, clique aqui.

Fonte: OAB/PR

O Psol é um dos únicos partidos a combater o financiamento privado de campanha, pois o poder econômico nas eleições contribui para que a política seja esse jogo de interesses e conchavos entre os partidos de ocasião.


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domingo, 7 de agosto de 2016

Em nota política, PSOL reafirma luta contra o golpe e pelo #ForaTemer



Em reunião do Diretório Nacional realizada neste fim de semana (29 e 30/07), o PSOL reafirmou a luta contra o golpe e pelo Fora Temer, convocando a militância às lutas em curso dentro dessas pautas e, também, nas eleições municipais de 2016 – cujas pesquisas, de norte a sul do país, demonstram o crescimento orgânico do partido.


Leia abaixo a resolução:

RESOLUÇÃO DE CONJUNTURA

Vivemos um período que se pode caracterizar como de fim de ciclo. O processo de impeachment em curso derrubou o governo de Dilma Roussef na sequência de uma crise econômica de grandes proporções. O ciclo de governos petistas, baseado na conciliação entre diferentes interesses de classe, começa a entrar em crise com a queda dos preços da comodities a partir de 2013 e se aprofunda em 2014.

A Nova Matriz Econômica do primeiro governo de Dilma Roussef baseada, de um lado, na redução da taxa de juros (2011 e 2012) e na desvalorização cambial, e de outro, na desoneração tributária para grandes empresas, reduzindo a capacidade de investimento do estado, fracassou. A crença neoliberal, comprada pelo seu valor de face por Dilma, no fetiche de que o investimento privado aumentaria com as desonerações, não resistiu à realidade.

O aumento do endividamento das famílias, com a baixa perspectiva de um equivalente aumento da renda, inviabilizou a expansão do consumo, verdadeiro indutor do investimento privado. A decorrente estagnação econômica de 2013/2014 corroeu as bases da política de conciliação de interesses de classe. O PT teve, em 2014, a sua mais apertada vitória eleitoral em quatro eleições. A resposta a esse cenário de crise foi a capitulação do governo Dilma à agenda recessiva do mercado, colocando Joaquim Levy à frente do ministério da fazenda e aplicando um violento ajuste recessivo.

A decorrência dessa capitulação foi o corte acentuado de investimentos públicos, o “tarifaço” – que retirou renda disponível dos trabalhadores – e a elevação da taxa de juros, provocando um forte desequilíbrio fiscal. A recessão de cerca de 7% acumulada durante um ano e meio derrubou a sustentação popular de Dilma e abriu espaço para o golpe dos setores mais conservadores que pela primeira vez em 13 anos viram a oportunidade de se livrarem de um governo que, embora não fosse essencialmente contrário aos interesses do grande capital, não era também a expressão pura desses interesses.

A configuração de uma base parlamentar de sustentação baseada na cooptação de setores fisiológicos através do loteamento do Estado e do recuo em agendas progressistas disseminou no petismo a crença de que tinha sólido apoio institucional. Na verdade, o que sempre garantiu ao PT a governabilidade foi sua base social eleitoralmente majoritária, em última instância, a verdadeira fiadora da governabilidade. Derrubada a credibilidade do governo pelo envolvimento de figuras importantes do PT em esquemas de corrupção e abalada a popularidade de Dilma e Lula pela crise econômica, não havia mais nada capaz de deter o golpe.

O PSOL CONTRA O GOLPE DO IMPEACHMENT

Desde o início do processo de impeachment o PSOL identificou claramente o que significava a ruptura institucional protagonizada pela direita e se posicionou firmemente contra o golpe. Dilma não estava sendo derrubada pela sua agenda contrária aos trabalhadores nem pelo envolvimento do seu partido em esquemas de corrupção; Dilma estava sendo derrubada para que essa agenda fosse aprofundada e para que setores da burguesia escapassem das investigações de corrupção. Sem abrir mão de suas críticas aos governos do PT, nosso partido engajou-se firmemente na luta contra o golpe, seja pela ação exemplar da sua bancada parlamentar, seja pela presença de sua militância nas ruas junto com a frente Povo Sem Medo, nos atos unitários contra o golpe e mais recentemente pelo Fora Temer.

Essa ação firme credenciou o PSOL perante parcela importante da base social que sustentou o petismo nos últimos anos, sem a qual não se pode pensar um processo de reorganização da esquerda no Brasil. Partidos de esquerda que não entenderam as razões que levaram ao impeachment e as confundiram com suas próprias motivações, como foi o caso do PSTU, não resistiram à crise decorrente do seu confronto com a realidade e passaram por um importante processo de ruptura interna.

O GOVERNO TEMER

Michel Temer assume o governo com dois objetivos aparentemente contraditórios; de um lado, aplicar um ajuste feroz nas contas publicas, que se expressa na sua agenda de médio e longo prazo, de outro lado, buscar a sua legitimação nas ruas acelerando a retomada do crescimento econômico já previsto para o segundo semestre deste ano. A pressa no desenlace do impeachment estava ligada à expectativa de que a economia começaria a se recuperar, ainda que lentamente, a partir do meio do ano.

Assim, Michel Temer aumentou a previsão de déficit publico para este ano de R$ 96 bilhões para R$ 170,5 bilhões, confirmou os aumentos salariais já negociados por Dilma, aumentou o Bolsa Família além do valor proposto pelo governo anterior, liberou verbas bloqueadas pelo ajuste de Dilma, ampliou o teto do financiamento imobiliário da Caixa Econômica para R$ 3 milhões de reais, beneficiando a alta renda, mas produzindo um forte incentivo à construção civil. Com estas medidas busca ao mesmo tempo acelerar a retomada do crescimento econômico e se legitimar politicamente.

A sua agenda de médio e longo prazo, porém, é assustadora. A proposta de engessar o orçamento da União, limitando sua variação à inflação por 20 anos, terá como conseqüência uma brutal redução dos gastos per capita da União. A viabilização dessa proposta implicará numa reforma da previdência profundamente regressiva, implantação de idade mínima, incentivo aos planos de saúde privados tirando da rede publica alguns milhões de usuários, cobrança e privatização do ensino superior, abertura do pré-sal ao regime de concessões, ampliação das privatizações, desmembramentos na Petrobrás, redução drástica do papel dos bancos públicos e quebra de direitos trabalhistas.

A contradição entre as duas agendas é apenas aparente. Só um governo minimamente legitimado pela superação da recessão bíblica dos últimos dois anos terá força para fazer os ajustes estruturais que fazem parte destas medidas de médio/longo prazo. É este cenário que os movimentos sociais e os partidos da oposição devem se preparar para enfrentar.

DESDOBRAMENTOS DA CONJUNTURA

É pouco provável que Dilma Roussef consiga vencer a votação no Senado e retomar o exercício da presidência. As forças e os interesses articulados em torno do golpe são fortes e, a menos que algum fato novo e de grande impacto ocorra, não serão derrotados imediatamente. Consumado o golpe, à bandeira do “Fora Temer” deverá ser agregada a defesa de novas eleições presidenciais, como prevê a Constituição Federal em caso de afastamento do vice-presidente ainda este ano.

Com o PT fora do governo e de volta à oposição, um novo cenário se abre. Se por um lado é correto participar em frente única das mobilizações de repúdio ao golpe e pelo “Fora Temer”, por outro lado é fundamental demarcar nossas diferenças de balanço com o PT sobre o que nos trouxe a esta situação. É pouco dizer que o governo Dilma sofreu um golpe articulado pela direita que subverteu os resultados eleitorais e empossou um governo que tenta aplicar um programa que jamais passou pelo crivo das urnas; é necessário também dizer que foi a política de conciliação de classes, a governabilidade baseada na cooptação fisiológica e a aplicação de um duro ajuste fiscal que criaram as condições para que a direita tivesse força para passar o impeachment.

A recente eleição da Presidência da Câmara dos Deputados mostra que a maior parte do PT aprendeu nada ou muito pouco com este processo. Deixar de fortalecer uma candidatura como a de Luiza Erundina, de repúdio ao golpe e reagrupamento das forças progressistas, para negociar migalhas de participação em comissões com um dos arquitetos do impeachment, mostra o grau de degradação política a que chegou a direção do PT e parte de sua bancada. A denúncia feita por Sérgio Machado de que Michel Temer pediu R$ 1,5 milhões de reais em propina para a campanha de Gabriel Chalita, não encontrou repercussão no PT porque este último é seu aliado em São Paulo e candidato a vice na chapa de Haddad. Esta é a natureza das limitações ditadas pelo modelo de governabilidade no qual o PT se enredou a nível nacional. Da mesma forma a recusa em vetar alianças com o PMDB mostra que a direita pode ter abandonado o PT, mas este reluta em abandonar a direita.

Para o PSOL as eleições de 2016 abrem importantes perspectivas. Serão certamente as mais importantes eleições da nossa história. Estamos construindo, em 2016, as condições para que possamos apresentar, junto com outros atores sociais, uma candidatura para a disputa presidencial de 2018 autônoma em relação ao petismo e seu requentado projeto de conciliação. Obter vitórias eleitorais em 2016, mostrar capacidade de vencer e de governar com outros paradigmas, recuperando e atualizando experiências do próprio PT nas prefeituras que conquistou no final dos anos 80 e início dos 90, será um passo fundamental para que possamos apresentar uma candidatura que seja vista pelas classes trabalhadoras como alternativa real de poder.

As recentes pesquisas que colocam o PSOL liderando em Porto Alegre e com forte protagonismo no Rio de Janeiro, São Paulo, Belém e Cuiabá deixam claro que nos grandes centros o PSOL pode obter vitórias políticas e eleitorais de grande repercussão. Essas vitórias. Porém, não devem nos enredar na autossuficiência e na arrogância, porque na verdade elas apenas nos qualificarão como interlocutores de muitos atores sociais, sem os quais nenhum projeto de esquerda terá viabilidade. Será necessário dialogar com os setores da esquerda do PT que, mesmo com visão tática distinta da nossa, sempre se confrontaram com as escolhas políticas da maioria dirigente e do lulismo. Os 22 votos de Luiza Erundina para a presidência da Câmara dos Deputados mostram que não estamos sós nem na sociedade nem no Congresso Nacional.

TAREFAS PARA A CONJUNTURA PRÓXIMA

Para além da disputa eleitoral, o PSOL deve se engajar nos atos contra o golpe e pelo “Fora Temer”, agregando a essa luta, se consolidado o impeachment, a consigna de novas eleições presidenciais. Organizar a resistência popular às medidas estruturais propostas pelo governo golpista contra os direitos trabalhistas e previdenciários e sobre as verbas de financiamento da saúde e educação. Combater a agenda privatista e o reengajamento do Brasil em posição subalterna nas negociações comerciais internacionais.

Essas lutas serão em frente única com todos aqueles que se somarem a elas, buscando a partir dos enfrentamentos concretos construir um programa de esquerda com base no qual se possa viabilizar uma candidatura presidencial. O papel do PSOL deve ser de aglutinador do pensamento de esquerda critico à política desenvolvida pelos governos petistas, dialogando com movimentos sociais, com a academia e com a intelectualidade progressista, consolidando a Fundação Lauro Campos um espaço de elaboração e reflexão com uma perspectiva ampla. Só um programa construído com dialogo, absorvendo as diversas experiências da esquerda, terá capacidade de aglutinar setores oriundos da base do petismo para a construção de um novo projeto de poder no Brasil.

Brasília, 29 de julho de 2016

DIRETÓRIO NACIONAL DO PSOL


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Conversa entres as bases inicia ciclo de debates

Realizada a primeira reunião de trabalho entre os filiados do PSOL e PCB.

Os dois partidos se organizam para apresentar seus eixos programáticos e análises, no intuito de produzir um material que reflita os ideias de ambas as bases partidárias.

O objetivo é construir um plano de propostas coerentes com o momento de instabilidade que atravessa a democracia brasileira e também realista com as demandas e lutas sociais da cidade de Criciúma.

A maioria das falas traduz a necessidade de se ampliar os diálogos para além dos grupos partidários.

Uma coisa é certa, se depender dessa turma, muitos debates estão por vir.


 Membros do PCB e do PSOL reunidos


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Convenção eleitoral do Psol Criciúma realizada dia 02 de agosto

Foi realizada a convenção eleitoral do Psol para oficializar os nomes dos pré-candidatos que representarão o partido nas eleições municipais. O ato ocorreu no plenarinho da Câmara Municipal.


Na imagem, a mesa comporta por Gilmar Axé, Odelondes Souza, 
Rodrigo Rosa, Daniel Russo e Thiago Beki


Na ocasião foram oficializados os nomes de Odelondes de Souza para candidato a prefeito e o nome do professor Daniel Russo para candidato a vereador.

 O candidato Gilmar Axé fez uma breve análise sobre a conjuntura da disputa política em Içara e defendeu que é preciso união dos movimentos de esquerda, como alternativa à onda de retrocessos que enfrenta o país.

Representando o PCB, estava Rodrigo Lima, que noticiou que em reunião da base do partido resolvem pela coligação com o Psol, visto que o partido está dentro de seu arco de alianças e que a convergência de ideias resultará em um projeto importante, um novo modelo de cidade baseada no socialismo. O PCB indicará o nome de Rodrigo Maciel para candidato a vice na Coligação Frente de Esquerda.

O candidato indicado do Psol, Odelondes de Souza, manifestou em seu discurso que a crise pela qual a sociedade está passando abrangem todas as dimensões, sejam elas econômicas, políticas, ambientais, espirituais, essa crises são subprodutos do modelo de desenvolvimento atual, que não está conseguindo oferecer alternativas para as distorções que cria, um modelo baseado na mercantilização dos serviços públicos e um sistema que precisa ser questionado, ser discutido para que novas respostas surjam, alternativas que sejam coerentes e priorizem o ser humano.





Estiveram presentes filiados e simpatizantes do PSOL, além representantes do PCB e a imprensa local.

O ato foi prestigiado por Gilmar Axé, candidato a prefeito e a candidata à vice Adriana Fraga, ambos pelo município de Içara, referendados pela convenção eleitoral do Psol Içara, que ocorreu no sábado do dia 30 de agosto.





 
Notícia apresentada no jornal diário: clique aqui


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