quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ELEIÇÕES 2016 - Entrevista com Odelondes de Souza candidato à prefeitura de Criciúma

“Sou contador de profissão, tenho meu escritório, vivo disso e não sou político profissional. Vou trabalhar pelas pessoas e não por interesses pessoais".


Odelondes de Souza, é candidato à prefeitura pelo Psol e pela Coligação Frente de Esquerda Socialista.


Em entrevista à Rádio Som Maior, sob o comando de Adelor Lessa e com a participação do jornalista Renan Medeiros, o candidato Odelondes de Souza representou a Frente de Esquerda Socialista e apresentou algumas das propostas para transformar Criciúma em uma cidade mais humana e democrática.

Selecionamos alguns trechos da entrevista. Confira!

Adelor Lessa: Caso o senhor se torne prefeito, o que faria no seu primeiro dia de mandato?

Odelondes de Souza: Nós temos um diagnóstico da cidade, construído na campanha de 2008 e 2012. Não levaremos secretário oriundos de conchavos e acordos, vamos valorizar o servidor público, que é quem realmente toca aquela prefeitura. Vamos auditar a dívida do município, convocar os servidores pra arrumar a casa e dar força para a criação dos conselhos populares. Os conselhos civis vão participar da gestão da frente de esquerda.

AL: O senhor tem um diagnóstico da prefeitura, o que mudou de 2008 e 2012 para cá?

OS: Sabemos que nesse modelo de gestão de 2008 para cá não houveram muitas evoluções, o que temos é uma prefeitura endividada, baseada em um modelo que vai na contramão da transparência e da eficiência, é mais do mesmo. Nós defendemos uma gestão de dentro para fora e de fora para dentro, ou seja, precisamos estimular a sociedade, os conselhos, o ministério público a participar da formação das políticas públicas, decidir o que é melhor para o coletivo, um governo participativo.

AL: Sobre o endividamento do município:

OS: O pagamento dos fornecedores e as terceirizações atualmente esgotam o caixa das prefeituras. A terceirização precariza o serviço e é uma forma, não aqui estou dizendo que esse ou aquele fez, mas é uma forma que se criou para fazer caixa dois, porque a contratação de terceiros tem um custo que a própria prefeitura teria com os encargos do trabalhador, mais o 30% a 40% do lucro da empresa, mais a possibilidade de se fazer caixa dois. É um custo alto. Precisamos acabar com as terceirizações e criar uma cultura de concursos públicos, pra enxugar a máquina e diminuir o endividamento do município.

Renan Medeiros: Uma das pautas do Psol a nível nacional é transporte coletivo. Quais são suas propostas sobre transporte para a cidade?

OS: Quando falamos sobre nossos projetos, a primeira reação das pessoas é julgar que não são tangíveis, alcançáveis. É preciso esclarecer que nossas propostas não são eleitoreiras e sim um projeto de cidade. Nós vamos romper com esse modelo atual de concessão do transporte coletivo, começando pela auditoria das planilhas de custo das operadoras. Precisamos seguir a orientação do Ministério Público que pede uma nova licitação. Propomos também a criação de uma Empresa Pública de Transporte Coletivo,  Mobilidade Urbana e Acessibilidade, cujo objetivo principal é a criação de uma frota pública de transporte, que vai disputar espaço com a próxima empresa que entrar na licitação, isso é concorrência real. Ambas irão competir em qualidade e preço, com a diferença que todo o lucro da frota pública servirá para reinvestimento no próprio sistema. Isso permitirá, de início, a implantação da Tarifa Zero para estudantes, além de democratizar o acesso à cidade. 

AL: O senhor é militante político de muito tempo na cidade, passou por movimentos populares e está no Psol há algum tempo. Porque insistir no Psol para seu projeto político?
OS: Eu não ganho dinheiro com política, aliás tiro do meu bolso pra tocar minha candidatura. Tenho orgulho de ser ético, de poder andar de cabeça erguida e o Psol me proporciona isso. Já recebi convite de outros partidos, proposta de cargo político, cargo no estado, já tive várias oportunidades e não aceitei. Apesar das ofertas serem atraentes, eu estaria resolvendo apenas o meu problema e não é isso que eu acredito. Acredito em uma política para as pessoas, que priorize o coletivo, que humanize a cidade, não por interesse e sim pelas conquistas que uma gestão pode proporcionar aos munícipes. A política proporciona a mudança, a política séria pode transformar a vida das pessoas.

AL: O que te diferencia dos outro quatro candidatos?

OS: Sempre me faço esse questionamento “quais as minhas motivações e porque sou diferente...”. O que me diferencia é muito simples: estou num partido que não está nas listas da Lava-Jato e nem de esquemas de corrupção, porque se estivesse eu não estaria no Psol. A maior dos partidos de situação estão atolados até o pescoço em esquemas de corrupção. Eu proponho uma alternativa, uma política ética e transparente, ouvir as pessoas e humanizar as políticas públicas, com base na fraternidade, em busca de um mundo a cada dia melhor, sem exploração e narcisismo. Outro fator que me diferencia é a capacidade técnica, que é superior à dos outros candidatos e termos de administração. Afirmo isso com bastante tranquilidade, porque sei que se for fiscalizar uma obra tenho como identificar se os procedimentos estão corretos e se os materiais estão de acordo, se o vergalhão de ferro é o correto, qual o peso dele, a quantidade de materiais necessária, a quantidade de concreto correta para aquela obra... então além da capacidade da gestão financeira, de pessoal e administrativa do município, tenho competência para fazer um mandato de qualidade, de uma pessoa que sabe o que está fazendo e o qual o resultado quer atingir com isso, que é trazer eficiência para a prefeitura, melhorar os serviços públicos e assim propiciar qualidade de vida para as pessoas.
 
As propostas da Frente de Esquerda representam um projeto real para a cidade, um projeto popular e participativo.

Diferente das outras coligações, nós temos propostas e projeto. Chega daqueles que dizem representar o novo e não passam de mais dos mesmo, ou daqueles que na ganância por poder estão envolvidos em disputas judiciais, reproduzindo na cidade os acordos a níveis estadual e nacional.
  
É preciso observar que tais candidatos não aprofundam os debates sobre os problemas que afetam a cidade, porque se o fizessem, teriam que enfrentar os interesses daqueles que os patrocinam.

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Equipe de Comunicação do PSol Criciúma.

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